sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Joaquim Barbosa reaparece e fala de política



Em sua primeira manifestação pública desde que deixou o Supremo Tribunal Federal, o ex-ministro Joaquim Barbosa falou de politica, defendeu a implantação do sistema de voto distrital para as eleições proporcionais e deixou claro que é contra a reeleição, "a mãe de toda corrupção", segundo ele.
Barbosa não quis adiantar se poderá ou não disputar um mandato, mas disse que não tem afinidade com nenhum dos mais de 30 partidos existentes no país. Ao criticar o sistema eleitoral brasileiro, disparou:
 
"Há toda uma miríade de reformas à espera de uma liderança lúcida e capaz de implementá-las", disse o ex-presidente do Supremo, destacando a necessidade de se forjar lideranças "não provicianas, que saibam se posicionar no mundo e reivindicar para nosso país o respeito e os direitos compatíveis com seu efetivo grau de desenvolvimento e que conheçam o país todo e não só a classe social a que pertencem".
 
Ao fazer a abertura do 13º Congresso da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), destacou a importância da segurança jurídica num país "e um conjunto de normas que garantam estabilidade e segurança" para, em seguida, pregar que o Brasil "precisa se livrar de resquícios de autoritarismo, do nepotismo, do filhotismo, da cultura dos privilégios, da cultura do jeitinho e de resquícios de escravidão" e, ao mesmo tempo, ter "uma Justiça mais eficaz, menos pomposa ou cheia de si".
 
Para Joaquim Barbosa, o Brasil precisa "encarar de frente, sem acanhamento, o desafio social de combater a desigualdade de acesso e oportunidades", quando defendeu "a oferta de educação de qualidade às grandes massas" que, segundo afirmou, é o que faz a diferença entre as nações que avançam e as que recuam.
 
Sobre as reformas que o país necessita, Joaquim Barbosa, usando sempre de frases fortes, disse que o Brasil precisa promover mais abertura ao mundo, reformar "esse sistema universitãrio voltado a si mesmo" e falou que "é preciso eliminar esse capitalismo de compadre que existe em várias áreas da economia nacional".
 
Ele defendeu uma reforma no sistema eleitoral, de modo a reduzir o período da campanha eleitoral à metade, mudar a forma de campanha dos candidatos. Para ele, o modelo atual não informa os eleitores sobre os candidatos. "É o que encarece a campanha, favorece o marketing político. É um engodo", declarou.

Fonte: G1
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