sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Monteiro confirma que não aguentou cansaço e cochilou durante sessão




Após quase cinco horas de longas sessões, vários parlamentares não resistiram ao cansaço e tiraram uma soneca durante sessão do Congresso na madrugada da última quarta-feira, destinada a examinar vetos presidenciais. Dentre os deputados que se renderam ao sono, estava o valadarense Leonardo Monteiro (PT-MG), que assumiu ter cochilado durante a sessão. Mas ressaltou que estava “muito cansado”. Além do sono pesado de alguns deputados, a sessão foi suspensa sem que vetos polêmicos, como o do reajuste de até 78% para servidores do Judiciário, fossem votados.
A sessão teve início por volta das 22 horas de terça-feira e só foi terminar às 2 horas de quarta-feira. O governo conseguiu manter 26 dos 32 vetos na sessão, que se estendeu pela madrugada. A apreciação dos seis vetos restantes dependerá agora de uma nova sessão conjunta do Congresso (deputados e senadores), em data a ser definida. Sobre o cochilo, Leonardo Monteiro afirmou que estava exausto. “A sessão foi em plena madrugada, então, não vejo problema nenhum em ter cochilado por alguns segundos. Isso é humano. Você ficar sentado em uma reunião durante quatro horas, vai chegar em um momento em que alguém vai cochilar, tanto que não fui o único. Quem tirou a foto durante a sessão deveria registrar também todo o trabalho que é feito pelos deputados”, defendeu-se.

Sobre a sessão, o veto da presidente ao reajuste dos servidores do Judiciário não chegou a ser colocado em votação. Mas Monteiro antecipou que é a favor do veto. Entre os mantidos, está o veto ao texto que acabou com o fator previdenciário e estabeleceu a regra 85/95 para a aposentadoria. Outro veto mantido pelos parlamentares na madrugada de quarta-feira foi com relação à isenção de PIS-Cofins para o óleo diesel.
O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), disse que vai se reunir nesta semana com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para pedir a convocação de uma nova reunião do Congresso ainda este mês para deliberar sobre os vetos que restam na pauta.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, comemorou a manutenção de vetos presidenciais. Em fórum da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o ministro disse que a votação foi conduzida de maneira “exemplar”. Levy ressaltou a ênfase dada pela presidente Dilma Rousseff para que os vetos fossem mantidos, já que quase todos foram pensados para impedir o aumento de gastos. “Cada um dos vetos que foi mantido contribuiu para a gente não ter mais impostos. O Brasil deu mostra de maturidade na votação” afirmou.

Fonte: Diário do Rio Doce


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