quarta-feira, 8 de junho de 2016

Polícia Militar de Governador Valadares realiza palestra sobre Ciclo Completo



O encontro foi promovido pelo 6° Batalhão (6º BPM), com o apoio da 8ª Região de Polícia Militar, e contou com a presença de diversas autoridades da cidade. Balesteri destacou que todos os policiais brasileiros são heróis, no sentido de “fazer muito com muito pouco”. Ressaltou, porém, que o modelo de polícia brasileiro é muito ruim, com duas policias que acabam se atrapalhando. "A PM, que faz o trabalho ostensivo e preventivo, não consegue encaminhar os processos judiciais, e a Policia Civil (PC), que encaminha os processos, acaba ficando presa dentro da delegacia. Digo que temos duas policias incompletas e precisamos criar policiais completos que resolvam a situação na hora, como é no mundo todo, exceto em poucos países subdesenvolvidos. Apesar dessa discussão ser recente, iniciada que foi em 2009, a PM está pronta para fazer seu trabalho naquilo que chamamos de crimes ordinários, os corriqueiros, e encaminhá-los ao Judiciário. A PC também está pronta para fazer sua parte nos crimes mais sofisticados e naqueles que exigem uma perícia. Entretanto, as instituições lutam por poder e monopólio de sua área. É necessário abrir mão de uma parte daquilo que se faz para melhorar outra para o bem comum", destacou Ricardo Balesteri. O tenente-coronel Célio Menezes, comandante do 6º BPM, destacou que a vantagem para a PM seria imensa. “Teríamos a condição de liberar as viaturas policias que estivessem registrando as ocorrências de uma maneira mais rápida e assim retornar para o policiamento ostensivo, que é a nossa missão e princípio", comentou. O comandante da 8ª RPM, coronel Wesley Barbosa, afirmou que a instituição tem o interesse em participar e até mesmo de fazer esse processo em ações corriqueiras, contudo, não quer sua extinção. "A PM quer fazer todo o processo da polícia, contudo, respeitando as demais instituições e as atribuições designadas a ela. Existe esse projeto no Congresso Nacional, de unificar as polícias, contudo, é necessário ressaltar que a PM é contra sua extinção, é contra a unificação, mas não contra o desenvolver desse papel, pois, além de atender às ocorrências, podemos fazer o inquérito policial e levar ao Judiciário." Barbosa afirmou que os militares têm condições de exercer esse papel. "Podemos capacitar nossos profissionais para isso, sabemos que não será de um dia para o outro, mas se terá um bom resultado", salientou. Presente ao encontro, o delegado regional Fábio Sfalcin comentou que para a Polícia Civil, que trabalha na defesa do Estado Democrático do Direito e de princípios da legalidade, com ordenamento jurídico, normas postas e procedimentos, não existe a possibilidade de isso acontecer. "Bem ou mal, esse 'ciclo' existe e essa plataforma está criada em lei, onde existem procedimentos a serem seguidos. A posição da PC com relação a esse tema é que não há a mínima possibilidade nacional de apoderarmos apenas uma instituição de forças em prejuízo de outras, e isso não faz parte de nenhum processo democrático, e as atribuições devem ser devidamente divididas para atender a população. Tratar de segurança pública não se resume apenas em trabalho preventivo, é na verdade uma cadeia que tem início e fim. Não tratamos segurança pública apenas com 'ciclo completo de polícia', existe a necessidade de haver ciclo completo de justiça, ou seja, verificar o Poder Judiciário e saber como anda suas atividades", afirmou o delegado.clique e veja a reportagem>>>
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